Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2003
Hoje
n' O Público,

Revista "Science" Escolhe Os Avanços Científicos de 2003
Por TERESA FIRMINO
Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2003

Na edição de hoje, a revista norte-americana "Science" escolhe como avanço científico do ano a matéria escura e a energia escura, como também se chama a essa matéria e energia bizarras que compõem grande parte do Universo. Em 2003, surgiram novas provas de que o Universo é composto por 23 por cento de matéria escura (que não emite luz e quase não interage com a matéria normal, mas sabemos existir pelos efeitos gravíticos na rotação das galáxias) e por 73 por cento de energia escura ou energia do vácuo (que funciona como uma força repulsiva a grande escala e está a acelerar cada vez mais a expansão do Universo). Só quatro por cento do Universo é matéria normal, aquela de que somos feitos.

Estas novas provas sobre a estranha composição do Universo foram obtidas pelo satélite norte-americano Wilkinson Microwave Anisotropy Probe (WMAP) e pelos telescópios do projecto Sloan Digital Sky Survey (SDSS). O WMAP tirou o melhor retrato da radiação cósmica de fundo - a luz emitida nos primeiros instantes do Universo, há cerca de 15 mil milhões de ano. A análise dessa radiação, que se espalha por todo o Universo e é um resquício do Big Bang, permitiu aos investigadores concluir, em Fevereiro, qual a percentagem de matéria normal e de matéria e energia escuras do cosmos. O projecto SDSS, um esforço internacional para mapear milhões de galáxias, chegou à mesma conclusão sobre a energia escura em Outubro.

Conhecer o conteúdo do Universo permite fazer previsões acerca do seu futuro: neste caso, o facto de ter 73 por cento de energia escura, que causa o afastamento das galáxias, indica que o Universo irá expandir-se para sempre.

A "Science" elegeu ainda outros nove avanços científicos ocorridos em 2003, sem os ordenar por grau de importância. São eles: o desvendar das doenças mentais (com a descoberta genes envolvidos no risco de sofrer de doenças hereditárias); os impactes das alterações climáticas (que deixaram de ser abstractos, com vários relatos de degelo, secas ou alteração do comportamento de seres vivos); os avanços na compreensão da molécula RNA; a observação da actividade de moléculas individuais dentro das células; a melhoria da compreensão das explosões de raios gama no Universo; a descoberta de que os espermatozóides e ovócitos podem criar-se a partir de células estaminais de ratinhos; o desenvolvimento de uma nova classe de materiais que conseguem dobrar a radiação na direcção "errada"; a descoberta de genes duplicados no cromossoma Y; melhoria do combate a vários cancros, pois os testes a 60 drogas que impedindo o crescimento dos vasos sanguíneos que os alimentam têm tido bons resultados

 



publicado por vbm às 11:25
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11 comentários:
De Anónimo a 22 de Dezembro de 2003 às 01:07
Claro que tens razão. É uma descoberta estonteante! Mas tu, - e o Público também -, já vêm noticiando isto há uns 3 ou 4 anos, se bem me lembro. É espantoso como estamos «às escuras» no universo! É uma nova revolução coperniciana, espantosa. vbm
</a>
(mailto:vascobizarro@yahoo.com)


De Anónimo a 21 de Dezembro de 2003 às 22:50
Então a descoberta da "dark matter" e da "dark force" foram consideradas a descoberta científica do ano?
Afinal tinha razão quando no Astronomia vinha falando insistentemente no assunto.
Tem piada,não tem?Fernando
</a>
(mailto:blueberry@net.sapo.pt)


De Anónimo a 20 de Dezembro de 2003 às 22:16
além de que "enquanto não morrermos estamos vivos" La Palisse...alva
(http://gotasdeorvalho.blogs.sapo.pt)
(mailto:...@sapo.pt)


De Anónimo a 20 de Dezembro de 2003 às 21:30
:/alva
(http://gotasdeorvalho.blogs.sapo.pt)
(mailto:...@sapo.pt)


De Anónimo a 20 de Dezembro de 2003 às 18:51
«Death is a lonely business» (Ray Bradbury)vbm
</a>
(mailto:vascobizarro@yahoo.com)


De Anónimo a 20 de Dezembro de 2003 às 15:39
É por causa de "bocas" dessas que os homens "acabam a viajar sózinhos".alva
(http://gotasdeorvalho.blogs.sapo.pt)
(mailto:...@sapo.pt)


De LUZ CARLOS DE ALMEIDA a 5 de Maio de 2009 às 12:18
Repensando o Modelo Nuclear

Autor Luiz Carlos de Almeida
Publicado em: abril 14, 2009

Desde quando descoberto a antimatéria, na figura do Posítron, a mente humana sonha na sua utilização para diversos fins, somente que, as características desta antimatéria é muito peculiar, suscitando questionamentos, que parecem ser muito complexos.. A ciência caminha para decifrar cada vez mais o nosso universo, entendendo cada vez mais do que somos formados. Assim, surgiu perante meus olhos, uma questão que se tornou, não somente fascinante, como também preocupante, pois, é fascinante por tornar muitas questões de difíceis explicações, fáceis e lógicas, e é preocupante porque mostra que temos dentro da ciência, vários caminhos que nos levam a acertar e tantos outros, que nos levam a não acertar, o que compromete bastante o nosso próprio desenvolvimento.
Voltando à antimatéria, se ela é emitida pelo núcleo atômico, ela teria que estar lá e que se a matéria (elétron) também é emitida, como radiação beta (-) é porque ela está lá, e que se juntamente com um posítron também é emitido um neutrino e com um elétron é emitido um antineutrino é porque eles estão lá. Bastava, então, se conseguir decifrar estas premissas, que devem ser verdadeiras . Muito fascinante perceber que se a radiação gama é produto da união entre um elétron e um posítron e que tal radiação não possui massa, e que, quem dá massa ao elétron e ao posítron teria que ser produto desta união. Assim, podemos a acreditar, como prediz parte da teoria de Higgs, que alguma partícula fosse responsável pelo campo de massa, tanto do elétron, como do posítron. Analisando a radiação gama, da união do elétron com o posítron, observa-se que esta radiação gama parte com uma energia cinética de 0,511 MeV , em um sentido e que em sentido contrario ocorria a emissão de um raio com energia cinética de 0,511 MeV, que era constituída na verdade por 02 raios com velocidade cinética de 0,255 MeV cada, mas que tal emissão era um neutrino e um antineutrino. Então, fica claro que, este neutrino é responsável pelo campo de massa do elétron e que o antineutrino é responsável pelo campo de massa do Posítron e que a radiação gama por ser neutra é a união de 01 energia magnética negativa com 01 energia magnética positiva e que não possuía massa, por estas energias não terem ação do neutrino e do antineutrino. teria que ser formado por 02 quantidades de energia magnética negativa e o posítron por 02 quantidades de energia magnética positiva. Se o núcleo emite posítron, elétron, neutrino e antineutrino e que a interação dos neutrinos com os elétrons e dos antineutrinos com os posítrons, surge a matéria, isto nos obriga a acreditar que o núcleo atômico, tem que ser formado por elétrons e posítrons (com os responsáveis pelos campos de massa – neutrinos e antineutrinos) e que as radiações eletromagnéticas nucleares são provenientes de interações de elétrons e posítrons formadores dos prótons e nêutrons, e que, à medida que, perdem energia cinética são chamadas de outros tipos de energias eletromagnéticas (gama, “X”, ultra violeta, espectro visível…etc.) Como a massa do núcleo é, aproximadamente, 1836 vezes maior que de um elétron e de um posítron, então na composição de um núcleo com um só próton (núcleo do hidrogênio) teria que ter 918 posítrons e 917 elétrons e que este posítron a mais no próton, faz com que este núcleo ficasse magneticamente positivo, atraindo um elétron (magneticamente negativo) , tanto em rotação, quanto em seu próprio eixo, já que é uma estrutura dual, não esférica, que nesta atração mútua magnética o faz girar em seu próprio eixo. Este movimento tanto de rotação como no seu próprio eixo, faz com que esta energia magnética produza um campo elétrico. Faltava entender porque esta união elétron e posítron, na formação do próton e do nêutron, não resultou no processo chamado de aniquilação de pares. Percebe-se, que esta formação aconteceu em estrelas e que nestas estrelas a enorme força de gravidade impediu a aniquilação, e também, estabilizaram estes elétrons e posítrons, mantendo-os unidos, com uma força bastante forte de união magnética de contato entre eles. Na união de um elétron e um posítron livres, a aniquilação não ocorre, pois, o que ocorre é o destacamento do neutrino....


De LUZ CARLOS DE ALMEIDA a 5 de Maio de 2009 às 12:23
..do neutrino do elétron e do antineutrino do posítron, com metade da energia magnética de cada e que a radiação eletromagnética é a união de metade de um elétron com metade de um posítron, sem os campos de massa. A energia cinética, tanto da radiação (0511MeV) como do neutrino (0,255MeV), como do antineutrino (0,255MeV), que é quantificada pela teoria de Albert Einstein (E=mc2). As radiações não são absorvidas, nem aniquiladas, apenas vão perdendo velocidade cinética, até se transformarem em Energia Escura, formadora do espaço. È o próprio Espaço. Esta energia escura é o resultado todas as radiações eletromagnéticas. A matéria e a energia são intercambiáveis, não se perdem, apenas se transformam, assim: Não ocorre Quebra de Simetria de Paridade, pois tudo é constituído por 50% de matéria e 50% antimatéria. Não ocorre Quebra de Simetria de Carga, pois o elétron, o posítron, o neutrino e o antineutrino estão na formação dos prótons e nêutrons. Não ocorre a Quebra de Simetria da conservação da Energia, pois não ocorre emissões de radiações eletromagnéticas pelos elétrons e sim é uma união elétron-posítron,apenas o núcleo atômico estava sendo mal entendido. luiz1611@hotmail.com



De Anónimo a 20 de Dezembro de 2003 às 14:40
Tu é que falaste no cromossoma Y e de que os homens já não eram precisos para nada! Eu nada sei de cromossomas, apenas ouvi dizer, na rádio ou nos jornais, que os investigadores, afinal, tinham revisto isso dos cromossomas, e descoberto não sei o quê de fundamental no cromossoma Y. Por mim, regozijei-me. Porque, no fim de contas, eu até acho que "só os homens deviam pagar bilhete de comboio" Lol.vbm
</a>
(mailto:vascobizarro@yahoo.com)


De Anónimo a 20 de Dezembro de 2003 às 00:08
Tu chegaste a falar dessa questão do cromossoma Y...mas não desenvolveste :(alva
(http://gotasdeorvalho.blogs.sapo.pt)
(mailto:...@sapo.pt)


De Anónimo a 20 de Dezembro de 2003 às 00:07
Tu chegaste a falar dessa questão do cromossoma Y...mas não desenvolveste :(alva
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