Domingo, 5 de Março de 2006
Wittgenstein # 61
I.F., II Parte, xi.202 «Eu sei o que quero, o que desejo, o que acredito, o que sinto...» (etc., para os restantes verbos psicológicos) ou é uma asserção absurda da parte de um filósofo ou não é um juízo a priori.


publicado por vbm às 23:08
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4 comentários:
De Anónimo a 7 de Março de 2006 às 21:21
Reconheço que o dualismo cartesiano é mais fácil de rejeitar em teoria do que na efectiva operacionalidade do pensamento.

Contudo, ainda que pensar corresponda a uma aptidão ou faculdade de (quem) esta(r)vivo, o pensamento, interlocução colectiva, é-o das coisas que há e a sua objectividade realça-se na previsão da evolução dos eventos, os quais revelando as leis do universo, demonstram-no independente do homemvbm
</a>
(mailto:vascobizarro@yahoo.com)


De Anónimo a 7 de Março de 2006 às 18:40
há um certo paradoxo nessa forma de pensar. se por um lado questiona a importância da subjectividade do que é dito pelo Eu por outro enaltece a utilidade do pensamento como se este fosse uma entidade autónoma do próprio Eu.
de facto, as explicações têm a importância que lhes entendermos dar. nenhuma se quisermos entrar no radicalismo existencial de que a realidade por nós percepcionada se encontra apenas no domínio das aparências. o fatalismo da impotência. a nossa.
ainda assim é a construção e unificação dos Eus universais que nos permite a aceitação de uma generalização que em sintonia aprovamos. ainda assim existe uma aparente unanimidade quanto às coordenadas desse tal eixo cartesiano definindo-nos. mesmo que no inconsciente resida a certeza da ilusão.efemerum
(http://www.efemerum.blogspot.com)
(mailto:efemerum@gmail.com)


De Anónimo a 7 de Março de 2006 às 13:21
Mas convenhamos, que importa o que se diga sob a égide subjectiva do eu, incomunicável, indemonstrável? Não deve o pensamento expor, explicar o que as coisas são com as que há? Ora, que importa o eu, simples elo interlocutor de um raciocínio sobre o universo?vbm
</a>
(mailto:vascobizarro@yahoo.com)


De Anónimo a 7 de Março de 2006 às 00:52
é apenas a inserção do Eu num qualquer eixo cartesiano. um método como tantos outros. ao encontro da definição.Efemerum
(http://www.efemerum.blogspot.com)
(mailto:efemerum@gmail.com)


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