Segunda-feira, 28 de Junho de 2004
Davidson # 8

A ideia é então que alguma coisa é uma linguagem, e associada a um esquema conceptual, quer a consigamos traduzir ou não, se ela está numa certa relação (predição, organização, confronto ou ajustamento) com a experiência (natureza, realidade, respostas sensoriais). O problema é o dizer o que é esta relação, e ser mais claro sobre as entidades na relação.

As imagens e as metáforas dividem-se em dois grupos: os esquemas conceptuais (linguagens) ou organizam algo ou adequam-se-lhe. O primeiro grupo abrange também sistematizar, dividir (a corrente da experiência); outros exemplos do segundo grupo são predizer, dar conta de, enfrentar (o tribunal da experiência).

Quanto às entidades que são organizadas, ou a que o esquema deve adequar-se, penso também que podemos detectar duas ideias principais: ou é a realidade (o universo, o mundo, a natureza) ou a experiência (a cena que flui, superfícies de irritação, estímulos sensoriais, dados dos sentidos, o dado)

Nós não podemos atribuir um sentido claro à noção de organizar um objecto singular (o mundo, a natureza, etc.) a menos que esse objecto seja entendido como contendo ou consistindo em outros objectos.

Uma linguagem pode conter predicados simples cujas extensões não tenham correspondência em nenhuns predicados simples ou complexos, de uma outra linguagem. O que nos capacita a estabelecer este facto em casos particulares é uma ontologia comum às duas linguagens, com conceitos que individuem os mesmos objectos.


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publicado por vbm às 12:37
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