Sexta-feira, 10 de Setembro de 2004
Have a nice day # 11

SINGRANDO  PARA  OS  MARES  NOVOS

É lá abaixo que quero ir: e de ora em diante creio
                                                           em mim
E nos meus talentos de piloto.
O mar abre-se para mim, no azul
Me leva o meu barco genovês.

Tudo cintila para mim com um esplendor novo,
Meio-Dia repousa no espaço e no tempo...
Só o teu olhar, formidavelmente,
Me fita, ó infinidade!

     (Tradução de Alfredo Margarido)

PARA  NOVOS  MARES

 Para lá - quero eu ir; e em mim
 E nos meus pulsos confio.
 Aberto o mar, para o azul
 Vara de Génova o meu navio.

 Tudo novo e mais novo aos olhos brilha,
 Por sobre Espaço e Tempo o Meio-Dia dorme -:
 Só o teu olhar, ó Infinidade!,
Olha pra mim, enorme!

   (Tradução de Paulo Quintela)

NACH  NEUEN  MEEREN

Dorthin - will ich; und ich traue
Mir fortan und meinem Griff.
Offen liegt das Meer, ins Blaue
Treibt mein Genueser Schiff.

Alles glänzt mir neu und neuer.
Mittag schläft auf Raun und Zeit -:
Nur dein Auge - ungeheuer
Blickt michs an, Unendlickeit!

    (Poema de Nietzsche)


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publicado por vbm às 15:58
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8 comentários:
De Anónimo a 13 de Setembro de 2004 às 00:54
Claro que te acompanho, rapariga. E, já sei quem és! :)vbm
</a>
(mailto:vascobizarro@yahoo.com)


De Anónimo a 13 de Setembro de 2004 às 00:28
(sem brincadeira)Vou reescrever 4 anos de fórum neste blog novo. Será a minha tarefa este Inverno. Escreverei, solitáriamente, em htpp://daherablog.blogspot.com. Acompanha-me se quiseres.Arales
(http://daherablog.blogspot.com)
(mailto:Arales@sapo.pt)


De Anónimo a 12 de Setembro de 2004 às 19:29
Agora é que fico na dúvida. Por causa do :(! Lá o «ser mau» já o suspeitava, claro! :). Mas, atirando a moeda ao ar, e nem olhando para o resultado, direi de novo:- «És a Safro»!vbm
</a>
(mailto:vascobizarro@yahoo.com)


De Anónimo a 12 de Setembro de 2004 às 17:03
:( És mau!Arales
</a>
(mailto:arales@sapo.pt)


De Anónimo a 10 de Setembro de 2004 às 19:52
Presumo que és a Safro :)vbm
</a>
(mailto:vascobizarro@yahoo.com)


De Anónimo a 10 de Setembro de 2004 às 17:47
Pois é muito diferente, sim. Daí ter dito que ia falar da Llansol e não do Baudelaire.Se tiver pachorra hei-se fazer umas expeiencias...no meu novo blog.ehehehArales
(http://dahera.blogs.sapo.pt)
(mailto:arales@sapo.pt)


De Anónimo a 10 de Setembro de 2004 às 16:30
É difícil, não é? Escuta, eu não sou entendido. Ao contrário do comum dos leitores eu tenho alguma inclinação a preferir ler uma tradução do que na língua original, se a conheço. É que, conheço, mas conheço mal, e não alcanço a compreensão de várias ou algumas passagens. Assim, prefiro as traduções. // Ouvi, quero dizer, li, algures, a Llansol ser criticada nas traduções que faz, por se afastar muito dos textos de origem. // A edição bilingue, sobretudo nos poemas, é imprescindível para se ser justo com os leitores bilingues. E guarda-se a fonética dos versos originais, e compreende-se o sentido. // Uma vez ouvi, ou li, o tradutor alemão João Barrento declarar que para traduzir bem é mais importante conhecer a fundo a língua para a qual se traduz do que a língua que é traduzida!vbm
</a>
(mailto:vascobizarro@yahoo.com)


De Anónimo a 10 de Setembro de 2004 às 16:18
Pois! Eu também tenho andado a pensar nas traduções e de que forma se formam novos poemas quando se traduz. Tem de existir uma espécie de inspiração. É uma reformulação. Daí te ter falado na Llansol!:)Arales
(http://dahera.blogs.sapo.pt)
(mailto:arales@sapo.pt)


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