Quinta-feira, 29 de Abril de 2004
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«Interesseiro e ladrão seria aquele que te superasse
em todos os dolos, mesmo que um deus viesse ao teu encontro!»
(Odisseia, XIII, 291-2)

 


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publicado por vbm às 12:20
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13 comentários:
De Anónimo a 3 de Maio de 2004 às 11:50
Vou dar-te razão, não pelo que dizes mas pelo fundamento real do que dizes. Pois, de facto, não é a teoria que faz a história mas sim a história que explica a teoria. Quanto ao futuro connosco ausentes..., não surpreende no fundo, posto que não é a consciência que determina a existência, mas a existência que determina a consciência. Um detalhe: a dívida externa americana é titulada em promissórias pagáveis em dólares! Os credores dos americanos amealham estes títulos para fundamento da emissão e circulação das suas próprias moedas de curso interno nos seus países. Quando os EUA resolverem encetar pagamentos basta-lhes desvalorizarem o dólar face ao crude, aprovisionarem-se deste a preço-zero no Iraque, e pagarem o que devem à China e ao mundo inteiro com abatimentos de 50 p.c. ou 70 p.c, ou mesmo 90 p.c., e a seguir, substituir o petróleo pelo hidrogénio da água dos oceanos, baixando o preço do petróleo ao zero absoluto; a nova energia terá o preço suficiente para a conversão tecnológica de todo o planeta. A surpresa só poderá ser se forem os próprios chineses a darem eles mesmos o primeiro passo nesse sentido! O recurso 'natural' mais bem remunerado vai ser a inteligência dos trabalhadores científicos e a dos 'negociadores' de crises políticas.vbm
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(mailto:vascobizarro@yahoo.com)


De Anónimo a 2 de Maio de 2004 às 15:59
É o ponto de vista de um ocidental,branco,cristão e cidadão de um país,cuja debilitada economia é "americano-dependente".É certo que as n/exportações se situam no âmbito da CEE,mas basta a Bolsa de New Yor espirrar e fica tudo aflito.
Não esquecer que o que está em causa não é o Islão,mas o "fundamentalismo-islâmico".Um país teocrático tem o Corão,que é tudo.Não há Constituição,como não há Códigos Judiciais, Civis,ou Penais.
Lenta e subrepticiamente a China está a imiscuir-se na pequena economia de muitos países,como o nosso.No que respeita à grande economia,a China é a detentora de uma soma "astronómica" de Obrigações do Tesouro dos EUA.
Perspectivas:
- Os Islamitas terão de se libertar dos fundamentalistas,que só os prejudicam nas suas relações com os outros Estados.E terão que assumir a diferença e não permitir que outros se imiscuam.
- Mais tarde,ou mais cedo a China obterá o estatuto de grande potência (se o não é já)e com vantagem sobre os EUA,assolados por uma dívida pública astronómica e por uma sociedade degradada,que é o preço a pagar pela liberdade,de que também nós,felizmente,disfrutamos.

Mas já não estarei cá para ver ...Peter
(http://conversasdexaxa.blogs.sapo.pt)
(mailto:bric_a_brac@sapo.pt.)


De Anónimo a 2 de Maio de 2004 às 13:29
No presente, parece-me, há a possibilidade de a Europa se divorciar dos Estados Unidos (ou vice-versa), vir a absorver a Rússia e criar um entendimento de cooperação com o mundo árabe. Os EUA, assim separados deste eixo de cooperação, confrontar-se-ão em directo com o Oriente (China), contando com a aliança do Japão. A Índia será atraída para a Europa. África permanecerá uma reserva natural. A América Latina vistará África, num culto de relações bilaterais do hemisfério sul - com o apoio de Portugal: Brasil*África do Sul (incl. Angola e Moçambique). A ligação (cooperação? conflito?) EUA-China é talvez a maior incógnita. Enfim, mestre Peter, são estas as 'minhas' equações. Acrescenta a ciência a explorar esse imensos e ignorados continentes que são os oceanos... e ficas com o quadro completo das grandes indeterminações que o futuro há-de desvendar.vbm
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(mailto:vascobizarro@yahoo.com)


De Anónimo a 2 de Maio de 2004 às 13:12
Neste enfoque, parece-me, as variáveis significantes que ganham protagonismo serão 'a inteligência & o trabalho', o respeito e admiração pela criatividade, a aceitação da violência como arma de legítima defesa, e a lucidez de inserir a civilização num equilíbrio dinâmico com a natureza e os seus recursos. (Eu, nunca me esqueço das leis de Malthus)vbm
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(mailto:vascobizarro@yahoo.com)


De Anónimo a 2 de Maio de 2004 às 13:04
Ora, nós teremos sempre de explicar as civilizações num exercício de inteligência perante os recursos da natureza e a política interna de cada comunidade com os indivíduos que as formam, e de política externa com as demais comunidades que povoam o espaço da casa comum do planeta.vbm
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(mailto:vascobizarro@yahoo.com)


De Anónimo a 2 de Maio de 2004 às 12:56
Nas tuas equações "o capital & a política" aliam-se tacticamente à religião, ao vício e à competição para viabilizarem a coexistência sustentável do ócio (dinheiro) com a miséria desesperada (desemprego). Contudo..., são descrições de sub-equilíbrios estagnados em níveis sub-óptimos de desenvolvimento e não explicitam as variáveis motoras que expliquem as causas desses bloqueamentos de desenvolvimento das civilizações.vbm
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(mailto:vascobizarro@yahoo.com)


De Anónimo a 2 de Maio de 2004 às 10:30
Bin Laden=Religião+Política+Capital - aproveitamento da religião para mobilizar as massas.
Droga=Vício+Política+Capital - aproveitamento do abandono a que os jovens foram votados pelos pais,para os viciarem.Desemprego=desespero=droga.
Dinheiro=ócio=procura de novos prazeres.
"Apito dourado"=Futebol+Política+Capital - aproveitamento do futebol como elemento catalizador.Peter
(http://conversasdexaxa.blogs.sapo.pt)
(mailto:bric_a_brac@sapo.pt.)


De Anónimo a 1 de Maio de 2004 às 23:29
Sabes qual é a minha ideia "binladeana"? A de uma "estória" mal contada. Por isto: o seu poder é financeiro; poder-se-ia congelar-lhe os fundos num par de meses de auditoria. Isso não é feito. Os seus capitais estão imbricados com os da "alta finança". A investigação seria como a dança de um elefante numa loja de cristais! vbm
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De Anónimo a 1 de Maio de 2004 às 15:34
Bem,quando se fala no conflito religioso Islamismo-Cristianismo,que é um conflito,quer queiram quer não,todos "fogem com o rabo à seringa".
É só ver o aproveitamento político que o Bin Laden está a fazer do termo "cruzados".Voltámos ao sec IX ...
Vou ver se junto dinheiro para comprar a nova tradução da "Odisseia".Peter
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De Anónimo a 1 de Maio de 2004 às 01:40
Eu, nominalmente, como leitor, também, claro, a preferi. A Odisseia creio é mais fácil de cativar. Porém, ainda me lembro do meu espanto quando li a primeira vez a Ilíada! O cerco de Tróia, imaginava eu, ia ser uma descrição guerreira de lutas e coragem! Quando não foi o meu espanto, quase tudo gira à volta de Aquiles super-zangado com os Aqueus que não lhe deram uma tenda mais condigna do que a dos outros, e assim ofendido, recusou combater. Espantoso, se virmos bem! Nos tempos de hoje, em que todos somos supostos ser iguais, e o mérito quando existe o melhor é fazer de conta que não se tem tanto mérito assim..., haveria de ser digno de se ver a negociação de uma tal rebelião. E daí, e daí... entre os Estados que se afrontam segundo o seu poder de prejudicar algo muito se chora e implora para que alguns suavizem suas políticas inflexíveis (aparentemente). Vou aguardar a tradução do F. Lourenço.vbm
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