Quarta-feira, 31 de Maio de 2006
Wittgenstein # 87
I.F., II Parte, ix.3 Quando é que se diz que uma pessoa observa?
Mais ou menos quando se põe numa posição favorável
para receber certas impressões, para (por exemplo)
descrever a informação que recebe.


publicado por vbm às 19:24
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Segunda-feira, 29 de Maio de 2006
Wittgenstein # 86

I.F., II Parte, vi.2

Então o que é que objectaríamos a uma pessoa que nos comunicasse que no seu caso, compreender é um processo interior?

 

— O que é que objectaríamos, se ela dissesse que,

no seu caso, saber jogar xadrez é um processo interior?

 

      Objectaríamos que nada do que se passa nela nos interessa, quando queremos saber se ela sabe jogar xadrez.

 

      E se a isto ela nos respondesse que é isso exactamente o que nos interessa, nomeadamente, se ela sabe jogar xadrez, então teríamos que chamar a sua atenção, por um lado, para os critérios que demonstrariam o seu saber e por outro, para os critérios dos «estados interiores».

 

Mesmo que uma pessoa só tivesse uma capacidade

se, e apenas quando, tivesse uma determinada

sensação, a sensação não seria a capacidade.»



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Quinta-feira, 18 de Maio de 2006
Wittgenstein # 85

I.F., II Parte, vi.1 Suponhamos que uma pessoa diz:

cada palavra que conhecemos bem, por exemplo,

a palavra de um livro, traz consigo, ao nosso espírito,

uma coroa de fumo à sua volta, o halo das aplicações,
vagamente sugeridas. — Do mesmo modo em que,

num quadro, cada uma das figuras fosse rodeada

de cenas delicadas nebulosamente desenhadas,

como numa outra dimensão e nós víssemos aqui

as figuras em outros contextos.

 

— Mas então tomemos esta suposição a sério! —

E logo se verá que não serve para explicar a intenção.

 

Se de facto sucede que as possibilidades de aplicação

de uma palavra nos ocorrem à consciência, semi-audíveis,

ao falarmos, ou ao ouvirmos uma pessoa, então

se isto se passa, é apenas válido para nós.

Mas nós entendemo-nos uns com os outros,

sem saber se eles têm estas vivências.



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Segunda-feira, 15 de Maio de 2006
Wittgenstein # 84

I.F., II Parte, ii.6 O corpo do homem é a melhor imagem da sua alma.



publicado por vbm às 21:49
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Sábado, 13 de Maio de 2006
Wittgenstein # 83

§ 671 E para que é que aponto com a audição interior? Para o som que me chega aos ouvidos, para o silêncio quando não ouço nada? A audição interior como que procura uma impressão auditiva, e por isso não pode apontar

para ela mas para o lugar onde a procura.



publicado por vbm às 19:14
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Quinta-feira, 11 de Maio de 2006
Wittgenstein # 82

§ 669 Ao falar podemos referir-nos a um objecto, apontando para ele. Apontar é aqui uma parte do jogo de linguagem. E assim parece-nos que se fala de uma sensação quando, ao falar, se dirige a atenção para ela. ( )



publicado por vbm às 19:21
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Terça-feira, 9 de Maio de 2006
Wittgenstein # 81

§ 666 ( ) Eu concordo com o seguinte: em muitos casos,

a querer dizer corresponde uma direcção da linha de atenção, tal como um olhar, um gesto ou um fechar de olhos a que se poderia chamar um «olhar para dentro».



publicado por vbm às 10:12
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Quinta-feira, 4 de Maio de 2006
...

               

«Por onde a razão, como uma brisa, nos levar, por aí devemos ir.» (Platão)


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publicado por vbm às 16:44
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Segunda-feira, 1 de Maio de 2006
Wittgenstein # 80

§ 664 No uso de uma palavra podia distinguir-se

uma «gramática de superfície» de uma «gramática profunda».

 

Aquilo que no uso de uma palavra é imediatamente registado por nós é o seu modo de aplicação na construção da frase, por assim dizer a parte do seu uso que se pode captar com o ouvido.

 

— E agora compara a gramática profunda da palavra «intencionar» com aquilo que a sua gramática de superfície nos deixaria conjecturar. Não é de admirar que se ache difícil saber-se onde se está.



publicado por vbm às 18:55
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