Sábado, 21 de Novembro de 2009
Pascal & Espinosa # 1
«Quando um discurso natural descreve uma paixão ou um efeito, encontramos em nós mesmos a verdade daquilo que ouvimos, verdade essa que não sabíamos que estava em nós, de maneira que somos levados a amar aquele que no-lo faz sentir; porque ele não nos revelou o seu bem, mas o nosso; e assim, este belo gesto no-lo torna amável, além de que esta comunidade de inteligência que nós temos com ele inclina necessáriamente o coração a amá-lo.» (Blaise Pascal)
(Pascal, Espinosa e Analuisap)
Domingo, 20 de Setembro de 2009
...

«Os homens guiados pela razão procuram o que lhes é útil.
O que é mais útil para qualquer homem é o seu semelhante,
cuja força, combinada com a sua, lhe proporcione
uma segurança maior, prosperidade e conhecimento.»
Espinosa # 55
«O problema fundamental de toda a política,
que já é o problema das instituições políticas
e da perservação do Estado,
é conhecer como a razão e a imaginação interagem,
como contribuem para a sociabilidade.»
op.cit., p.108
Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009
Espinosa # 54
«A distinção artificial entre conhecimento e afectividade
tem de ser substituída por outra distinção:
aquele entre tipos diferentes de conhecimento
que correspondem a diferentes regimes afectivos.
Há dois tipos principais de conhecimento,
imaginação e razão,
que se opõem um ao outro como passivo para activo.
Na realidade, todos os homens
vivem em ambos os mundos
da imaginação e da razão.»
op.cit., p.108
Terça-feira, 11 de Agosto de 2009
Espinosa # 53
«Spinoza rejeita a distinção tradicional entre conhecimento e afectividade.
Qualquer ideia é sempre e já acompanhada de um afecto (alegria ou tristeza).
Recíprocamente, qualquer afecto está ligado a uma representação
(imagem verbo ou conceito).
Quandoconhecemos as coisas adequadamente, pelas suas causas,
não estamos desligados do registo afectivo.»
op.cit., p.108
Domingo, 12 de Julho de 2009
Espinosa # 52
«Dizer que todos os indivíduos são diferentes não é dizer que possam isolar-se entre si.
A ideia de um tal isolamento é simplesmente uma outra abstracção mistificatória.
É a relação de cada indivíduo com outros indivíduos e suas recíprocas acções e
paixões que determina a forma do desejo do indivíduo e activa o seu poder.
Singularidade é uma função trans-individual. É uma função da comunicação.»
op.cit., p.108
Domingo, 21 de Junho de 2009
Espinosa # 51
«O termo ‘essência’ não se refere a uma ideia geral de humanidade...
ao contrário, refere-se precisamente ao poder que singularisa cada indivíduo,
conferindo-lhe um destino único.
Deste modo afirmar que «o desejo é a essência do homem»
é afirmar que «cada indivíduo é irredutível na diferença do seu próprio desejo»».
op.cit., p.107
Sábado, 20 de Junho de 2009
...

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
Espinosa # 50
«É por isso que a distinção essencial aqui é não entre o consciente e o inconsciente,
mas entre actividade e passividade dependente de ou o indivíduo
é dominado pelo objecto no qual o seu desejo enfoca ou ele
se torna por si próprio a causa adequada do objecto.
Todos os polimórficos modos de desejo não são mais do que
um certo grau de actividade o qual é suficiente para superar a passividade,
um diferencial positivo entre a vida e a morte.»
op.cit., p.107
Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
Espinosa # 49
«A maior originalidade de Spinoza é ter proposto
que o objecto do desejo não é nem predeterminado
nem já definido, mas é mutável e pode ser substituído.
A única excepção a esta regra
é o desejo do conhecimento racional
cujo objecto é qualquer coisa singular.»
op.cit., p.107